Marco das Sesmarias
Endereço
Estrada Paraty-Cunha, s/nº
Penha
Imóvel de importância histórica:
sim
Protegido por lei de tombamento:
municipal
Data de tombamento:
01/03/1974
Instituição responsável pelo tombamento:
IPHAN
Localização:
em propriedade privada, com visitação livre.
Pontos de referência:
Cachoeira do Tobogã
Localidade mais próxima:
Ponte Branca
Distância até a localidade:
06 km
Distância do Centro (Ponto zero) do município:
09 km
Urbana:
totalmente pavimentada
Tipo de pavimentação:
asfáltica
Rural:
Nome da principal via de acesso:
Estrada Paraty-Cunha
Grau de utilização atual:
pouco utilizado
Atendimento das necessidades atuais:
em parte
Possibilidade de expansão no volume de visitantes:
sim
Tempo necessário para chegar ao atrativo partindo da localidade mais próxima (em minutos):
05
Descrição do acesso:
ladeira suave
No acesso encontram-se atrativos:
ambientais, vistas, elementos estéticos da paisagem, ecogeológicos, históricos, esportes de aventura, observação de fauna e flora, pesca
Tipo de transporte:
ônibus regular
Outras Informações:
transporte próprio
O atrativo é ou está localizado em unidade de conservação:
sim
Unidade de uso sustentável:
área de proteção ambiental
Período de funcionamento:
o ano inteiro
Horário:
Visita:
autoguiada livre
Informações ao visitante:
Guia de turismo / monitor:
Entrada:
gratuita
Serviços e equipamentos disponíveis no atrativo:
restaurante/bar/quiosque/lanchonete, instalações sanitárias, sinalização, estacionamento de ônibus, estacionamento de automóveis, estacionamento de motocicletas, patrimônio natural
Integra roteiros turísticos comercializados:
sim
Quais?:
Adventure Tour
Comercializados por:
| Agência | Telefone | Agência | Telefone | Agência | Telefone |
|---|---|---|---|---|---|
| Quintal do Turismo | (24) 7836-9779 | Paraty Tour | (24) 3371-2651 | Trilha do Ouro | 24) 3371-7367 (24)81312873 |
Observações complementares:
O Caminho aqui foi quase totalmente construído na cumeeira do morro, no século XVIII, e reformado no século XIX. A área é constituída por 3 propriedades rurais sendo a primeira do próprio Seu Oliveira, seguida por por outra de um proprietário de São Paulo, e no final a da família Penha, que deu origem ao bairro do mesmo nome, onde fica o Marco inicial da Estrada Real, implantado em 2003.
O Caminho inicia no mesmo patamar do Marco da Sesmaria, muito bem conservado mas, mais estreito, com 2,5 m de largura e até menos. Segue pela cumeada por um trecho enterrado sob um pequeno campo de futebol, (utilizado pela comunidade local), continua por alguns metros, onde apresenta uma belíssima guia, com enormes blocos, muito bem encaixados, junto a um grande matacão de granito, que forma um verdadeiro mirante natural. O Caminho se dissipa, sem que tenham sido encontrados vestígios de calçamento, em um trecho de declividade mínima, em meio a um bananal. Recomeça ao iniciar a descida, e quando aumenta o declive, desaparece em uma curva, após alguns degraus de pedra. Na continuação morro abaixo, o traçado foi protegido por estivas (troncos roliços de madei¬ra dispostos perpendicularmente à trilha), que formam uma escadaria de largos degraus de terra, destinada a prevenir a erosão e a enxurrada. Alguns corrimões de madeira roliça foram instalados ao longo do Caminho para proteger o visitante de acidentes durante a descida.
Este percurso indica perfeitamente momentos distintos e surpreendentes do seu desenvolvimento pela engenharia da época, sempre com destaque para as belíssimas e até imponentes guias de escoamento, bem como para a visibilidade das obras de contenção e manutenção do seu traçado,quando o calçamento do século XVIII, mais antigo e tosco, constituído de pedras mais arredondadas, de outra constituição, mais arenosas, foi praticamente emoldurado pelos blocos de granito mais retilíneos e regulares, muitos de grandes dimensões, chegando a 2 metros de largura ou compri¬mento, assentados no século XIX.
O Caminho serpenteia morro abaixo, e o calçamento forma verdadeiros zigue-zagues, que iniciam sempre com uma destas guias. Em determinada curva, o Caminho é a própria guia, que se desenvolve por mais de 30 metros, tendo uma a mesma largura que o outro, totalizando quase 4 metros.
Dois enormes troncos caídos, sendo um de Jequitibá, atestam a verdadeira dimensão da Mata Atlântica no passado, no seu estado primário, apresentando diâmetros que não foram observadas em nenhum espécime vivo durante a totalidade do Caminho percorrido desde o alto da serra, à exceção de um outro Jequitibá (em pé) que se divisa ao norte do Mirante próximo ao campo de futebol.
Não podemos nos esquecer que todo o casario de Paraty, bem como suas igrejas, foram construídos com madeiras nobres, de grandes dimensões, retiradas justamente desta floresta, utilizadas como esteios, vigas, caibros, assoalhos e matéria prima para todo o mobiliário, bem como para as embarcações e canoas de voga, que chegavam a quase 2 metros de boca.
O Caminho desce continuo por centenas de metros, e somente foi interrompido, removido ou recoberto quando cortado pela outra extremidade da estrada do Souza, que novamente encontra a Paraty-Cunha. Deste ponto em diante seu traçado original seguia para o chamado “poço do Tarzan”, já no bairro dos Penha. Neste local atualmente existe uma ponte estruturada por cabos de aço, que, segundo consta, estão ancorados junto às cabeceiras da Ponte do Registro. Uma variante construída no século XIX, que é atualmente o caminho principal, segue diretamente da estrada do Souza para o Marco inicial da Estrada Real (instalado em 2003), junto à escola dos Penha, que funciona também como base para a visitação publi¬ca ao Caminho, no campinho da igreja, a 9 km da cidade de Paraty.
Neste setor, a encosta sudoeste encontra-se quase totalmente recoberta por mata secundaria em estágio inicial de recuperação, a chamada “macega”, enquanto o seu reverso, marcado exatamente pela cumeeira do divi¬sor de águas, constitui uma pastagem. Esta situação ambiental é bastante comum nesta região: o uso antrópico das encostas direcionadas para a face sul foi menos intenso, pois aquelas voltadas para norte recebem maior in¬solação e são portanto mais adequadas para a agricultura e agropecuária.
Como este caminho foi utilizado, mesmo que de forma incipiente até os anos 1950/1960, para manter a via trafegável, era costume cortar a vegetação a longo da estrada para mantê-la ensolarada e seca. Assim foi apenas depois da criação do Parque Nacional da Serra da Bocaina em 1971 que essa prática foi abolida. Desde então a mata vem se recuperando ao longo dessa rota.
O Caminho inicia no mesmo patamar do Marco da Sesmaria, muito bem conservado mas, mais estreito, com 2,5 m de largura e até menos. Segue pela cumeada por um trecho enterrado sob um pequeno campo de futebol, (utilizado pela comunidade local), continua por alguns metros, onde apresenta uma belíssima guia, com enormes blocos, muito bem encaixados, junto a um grande matacão de granito, que forma um verdadeiro mirante natural. O Caminho se dissipa, sem que tenham sido encontrados vestígios de calçamento, em um trecho de declividade mínima, em meio a um bananal. Recomeça ao iniciar a descida, e quando aumenta o declive, desaparece em uma curva, após alguns degraus de pedra. Na continuação morro abaixo, o traçado foi protegido por estivas (troncos roliços de madei¬ra dispostos perpendicularmente à trilha), que formam uma escadaria de largos degraus de terra, destinada a prevenir a erosão e a enxurrada. Alguns corrimões de madeira roliça foram instalados ao longo do Caminho para proteger o visitante de acidentes durante a descida.
Este percurso indica perfeitamente momentos distintos e surpreendentes do seu desenvolvimento pela engenharia da época, sempre com destaque para as belíssimas e até imponentes guias de escoamento, bem como para a visibilidade das obras de contenção e manutenção do seu traçado,quando o calçamento do século XVIII, mais antigo e tosco, constituído de pedras mais arredondadas, de outra constituição, mais arenosas, foi praticamente emoldurado pelos blocos de granito mais retilíneos e regulares, muitos de grandes dimensões, chegando a 2 metros de largura ou compri¬mento, assentados no século XIX.
O Caminho serpenteia morro abaixo, e o calçamento forma verdadeiros zigue-zagues, que iniciam sempre com uma destas guias. Em determinada curva, o Caminho é a própria guia, que se desenvolve por mais de 30 metros, tendo uma a mesma largura que o outro, totalizando quase 4 metros.
Dois enormes troncos caídos, sendo um de Jequitibá, atestam a verdadeira dimensão da Mata Atlântica no passado, no seu estado primário, apresentando diâmetros que não foram observadas em nenhum espécime vivo durante a totalidade do Caminho percorrido desde o alto da serra, à exceção de um outro Jequitibá (em pé) que se divisa ao norte do Mirante próximo ao campo de futebol.
Não podemos nos esquecer que todo o casario de Paraty, bem como suas igrejas, foram construídos com madeiras nobres, de grandes dimensões, retiradas justamente desta floresta, utilizadas como esteios, vigas, caibros, assoalhos e matéria prima para todo o mobiliário, bem como para as embarcações e canoas de voga, que chegavam a quase 2 metros de boca.
O Caminho desce continuo por centenas de metros, e somente foi interrompido, removido ou recoberto quando cortado pela outra extremidade da estrada do Souza, que novamente encontra a Paraty-Cunha. Deste ponto em diante seu traçado original seguia para o chamado “poço do Tarzan”, já no bairro dos Penha. Neste local atualmente existe uma ponte estruturada por cabos de aço, que, segundo consta, estão ancorados junto às cabeceiras da Ponte do Registro. Uma variante construída no século XIX, que é atualmente o caminho principal, segue diretamente da estrada do Souza para o Marco inicial da Estrada Real (instalado em 2003), junto à escola dos Penha, que funciona também como base para a visitação publi¬ca ao Caminho, no campinho da igreja, a 9 km da cidade de Paraty.
Neste setor, a encosta sudoeste encontra-se quase totalmente recoberta por mata secundaria em estágio inicial de recuperação, a chamada “macega”, enquanto o seu reverso, marcado exatamente pela cumeeira do divi¬sor de águas, constitui uma pastagem. Esta situação ambiental é bastante comum nesta região: o uso antrópico das encostas direcionadas para a face sul foi menos intenso, pois aquelas voltadas para norte recebem maior in¬solação e são portanto mais adequadas para a agricultura e agropecuária.
Como este caminho foi utilizado, mesmo que de forma incipiente até os anos 1950/1960, para manter a via trafegável, era costume cortar a vegetação a longo da estrada para mantê-la ensolarada e seca. Assim foi apenas depois da criação do Parque Nacional da Serra da Bocaina em 1971 que essa prática foi abolida. Desde então a mata vem se recuperando ao longo dessa rota.
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